A proposta de realizar uma grande reportagem multimídia tendo como tema a presença da ideologia nazista em Santa Cruz do Sul e região na época da Segunda Guerra Mundial é assumir os riscos de tratar de um tema tão delicado. Ao mesmo tempo, é uma tentativa de chamar a atenção de uma comunidade para o que aconteceu na época e também para o que ainda acontece hoje, em termos de neonazismo. Há quem queira fechar os olhos para o problema, há quem ache melhor não tocar na ferida, há quem pense que o tema deva ser esquecido para que assim não se estimule a existência de problemas semelhantes.
No entanto, o que se vê nas "páginas" de matérias apuradas pelos alunos de Produção em Jornalismo Online 2011/1 é que sim, houve focos e defensores do nazismo em Santa Cruz do Sul e região nas décadas de 1930 e 1940. Ao mesmo tempo, também existiu uma perseguição injusta aos imigrantes alemães que nada tinham a ver com a ideologia e apenas tentavam se estabelecer na terra que lhes foi prometida. E, da mesma forma, ainda hoje se veem grupos neonazistas organizados e atuando não só na região e no Estado, como também em todo país.
Numa era em que tanto lutamos pela igualdade civil de direitos entre todos; numa era em que homossexuais lutam para serem reconhecidos enquanto cidadãos iguais aos heterossexuais; numa era em que nordestinos são foco de levante preconceituoso no Twitter pós-eleições democráticas; numa era em que negros e índios ainda são alvos de racismo, é função crucial do jornalista, colocar o dedo na ferida mais profunda e abrir os olhos da sociedade para que o racismo e o preconceito a qualquer diferença sejam banidos do convívio em sociedade.
Boa leitura a todos!